Mourão preparou terreno para encontro de Bolsonaro e Xi Jinping na China, diz analista

Sputnik | Após passar seis dias em viagem pela China, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que o Brasil conseguiu passar sua mensagem aos chineses sobre a importância dos laços comerciais entre os dois países.

De acordo com Mourão, os dois países concordaram em reforçar intercâmbios e cooperação em vários campos, promover a facilitação do comércio, otimizar a estrutura comercial e promover o crescimento da alta qualidade do comércio bilateral.

“A viagem tinha dois objetivos primordiais: o primeiro era passar a mensagem do governo brasileiro ao governo chinês da nossa firme vontade de aprofundar o relacionamento entre os dois países e isso foi obtido de forma muito contundente”, disse Mourão à jornalistas.

Em entrevista à Sputnik Brasil, Túlio Cariello, coordenador de Análise do Conselho Empresarial Brasil-China, disse que a viagem de Mourão serviu como uma espécie de “aquecimento” para outros encontros que podem ocorrer ainda neste ano entre líderes brasileiros e chineses.

“Essa visita do Mourão a China serviu muito como uma forma de preparar o terreno para quando se for ter um encontro de mais alto nível. Passa essa mensagem positiva e facilita muito quando for um momento dos dois presidentes se encontrarem. Nesse ponto está sendo um trabalho muito bem feito pelo lado brasileiro e muito bem recebido pelo lado chinês”, analisou Cariello.

Durante a sua viagem à China, Mourão falou com investidores chineses e também retomou as reuniões da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), ao lado do vice-presidente chinês, Wang Qishan, em Pequim.

Em sua agenda, além da reunião da Cosban, Mourão teve compromissos em Pequim e Xangai, com destaque para uma audiência com o presidente Xi Jinping. A viagem também serviu como preparativo para a visita do presidente Jair Bolsonaro ao país asiático. O encontro tem previsão de ocorrer em agosto.

“A visita de Mourão foi realmente mais uma visita protocolar com caráter muito mais político do que necessarimanerte buscando a assinatura de acordos, muito embora tenha sido colocado em pauta questões importantes do relacionamento bilateral, por exemplo, o acesso a alguns mercados, tanto do mercado chinês como do mercado brasileiro”, comentou Cariello.