A Nova Rota da Seda

Celso Ming, O Estado de S.Paulo |

O embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, explica que a “Belt and Road Initiative” (Iniciativa do Cinturão e Rota, em tradução livre) deve ser entendida como o equivalente chinês do Plano Marshall, colocado em prática pelos Estados Unidos em 1948 para reconstruir a Europa devastada pela 2.ª Grande Guerra. Seu principal objetivo macropolítico foi afastar a influência soviética sobre o território europeu. E o econômico, criar um imenso mercado para os produtos americanos. 

O plano de Pequim nasceu em outro contexto. A crise financeira de 2008 interrompeu o ciclo de crescimento econômico do mundo e teve forte impacto sobre os negócios da China, que crescia ao ritmo de dois dígitos por ano – o pico foi em 2007, quando houve avanço do PIB de 14,2%. Para compensar a menor velocidade de expansão do seu comércio exterior, o governo da China tratou de expandir o crédito e os investimentos no mercado interno, mas não a ponto de compensar a grande ociosidade das indústrias locais. O projeto da Nova Rota da Seda veio para multiplicar encomendas para a sua indústria, diz o embaixador.

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