China cobra paciência e agressividade do Brasil

Valor Econômico | Ministro conselheiro da Embaixada chinesa no país minimiza suspensão temporária de frigoríficos

Por Rafael Walendorff, de Brasília — A recente suspensão das exportações de frigoríficos brasileiros por Pequim foi uma medida de “precaução, prevenção e antecipação” para não “desperdiçar” o esforço do governo chinês no combate à covid-19, afirmou ontem o ministro conselheiro da Embaixada da China no Brasil, Qu Yuhui.

Durante transmissão ao vivo de reunião do Conselho Empresarial Brasil-China, Qu Yuhui disse que, apesar de não haver comprovação científica de transmissão do novo coronavírus por meio do consumo dos alimentos enviados, há indícios de que as embalagens podem ter vínculo com a contaminação.

O diplomata, no entanto, reforçou que os bloqueios são temporários e que não vão impactar na relação comercial entre os dois países – cinco unidades brasileiras estão proibidas de exportar em razão de casos da covid entre funcionários. “É mais uma medida de precaução, de prevenção ou antecipação para que não haja impacto sistemático no nosso esforço de combate à covid-19. Neste momento, achamos que qualquer cuidado não é demais para que o esforço não seja desperdiçado e não haja no futuro um impacto sistemático no nosso comércio”.

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