Brasil-China: estratégias de longo prazo

Estado de S. Paulo | Estudo aponta caminhos para corrigir assimetria estratégica entre os dois países

“A China tem uma estratégia para o Brasil, mas o Brasil não tem uma estratégia para a China.” Este lugar comum no ambiente das relações sino-brasileiras reflete, por um lado, um contraste estrutural entre o modelo centralizado e dirigista chinês e uma república federativa e democrática, como o Brasil, e, por outro, certo comodismo e individualismo conjunturais dos brasileiros: a ascensão econômica da China coincidiu com o boom das commodities, e os setores produtivos brasileiros se concentraram em maximizar ganhos no comércio e investimentos.

[…]Visando a corrigir a assimetria estratégica entre Brasil e China, o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) encomendou à economista Tatiana Rosito, profunda conhecedora da China, onde representou o Brasil como diplomata, um estudo sobre uma Estratégia de Longo Prazo do Brasil para a China.

[…]O estudo aponta três caminhos: intensificar as relações com o mercado chinês (inclusive mediante o e-commerce) e a descoberta de novos nichos; adoção de tecnologias ou de partes das cadeias de produção que deixarão a China; e combinar importação de commodities industriais chinesas com agregação de valor para a exportação ou o consumo no Brasil. Uma agenda na área de infraestrutura, por sua vez, demandará soluções a desafios como a mitigação de assimetrias de informação, aproximação da matriz de riscos e criação de ambiente favorável.

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