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O Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) realizou, no dia 2 de março, em São Paulo, em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e a FIESP, palestra intitulada “Powerhouse, Menace or the Next Japan? Scenarios for China's Future Growth”, com o diretor da GK Dragonomics, Arthur Kroeber. No dia 3 de março, foi realizada palestra homônima no Rio de Janeiro, na sede do BNDES.

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Nesta edição do Café China, o CEBC, em parceria com o Bradesco, convidou o Embaixador Valdemar Carneiro Leão para um debate sobre a atual situação econômica da China, incluindo o quadro de desvalorização do Yuan, a instabilidade do sistema financeiro chinês e os possíveis impactos deste cenário para o Brasil. O Embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, Presidente do CEBC, atuou como moderador do debate.

Local: Bradesco - São Paulo

Data: 18/02/2016 - 11:00

Em nome das filhas e esposa do Embaixador Clodoaldo Hugueney, falecido no dia 24 de maio, agradecemos todas as mensagens de solidariedade que estão sendo enviadas à família.

Em razão da visita do Primeiro Ministro chinês ao Brasil, o CEBC realizou, no dia 18 de maio, um Jantar Empresarial que contou com mais de 300 convidados, entre empresários brasileiros e chineses. Antecedeu o jantar uma rodada de negócios e um seminário sobre infra-estrutura. Partciparam do jantar o Ministro Armando Monteiro, MDIC e o Ministro Gao Hucheng, MOFCOM. No dia 19, foi realizada a Cúpula Empresarial Brasil-China, no palácio do Itamaraty, com a a participação da Presidente Dilma Roussef e do Primeiro Minsitro Li Keqiang no encerramento.

O CEBC em parceria com a FIESP e o BNDES promoveu duas palestras com Arthur Kroeber, em São Paulo no dia 03 de março e no Rio de Janeiro, no dia 05 de março.

O evento de São Paulo, realizado na FIESP, contou com a participação do Diretor Titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (DEREX) da FIESP, Thomaz Zanotto, do Embaixador Sergio Amaral, Presidente do CEBC e do Diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Banco Bradesco, Octavio de Barros, como debatedor.

No Rio de Janeiro, o evento contou com a participação do Diretor do BNDES, João Carlos Ferraz, o Diretor de Relações Externas da Vale e VP do CEBC, Marcio Senne de Moraes e a debatedora Anna Jaguaribe, Diretora do Instituto de Estudos Brasil-China (IBRACH).

Nos dois dias, Arthur Kroeber deu início a sua apresentação constatando que a recente queda nos preços das principais commodities no mercado internacional dificilmente será revertida no curto prazo. O excesso de oferta a nível mundial e o arrefecimento da demanda marginal na China manterão um ambiente deflacionário nos próximos anos.

Frente a este cenário global, de acordo com Kroeber, a China enfrenta dois desafios fundamentais. Por um lado, no curto e médio prazo, encarar os problemas de endividamento dos governos locais e das grandes empresas estatais. Apesar de não haver perspectivas de uma crise financeira no país asiático, o nível de endividamento em uma economia que cresce a taxas menores começa a gerar incertezas.

Em segundo lugar, o principal desafio de China no médio e longo prazo é garantir o processo de reformas estruturais, visando estabelecer um modelo de crescimento mais sustentável, transitando, progressivamente, de uma economia baseada nos investimentos em infraestrutura e na indústria de manufaturas, para um modelo com maior ênfase no consumo doméstico e nos serviços. Segundo Kroeber, a questão seria como combinar a agenda de reformas estruturais com a resolução do problema do endividamento, e ao mesmo tempo, conseguir uma taxa de crescimento, para os próximos anos, que possa garantir o progresso social.

Neste contexto, Kroeber indicou algumas expectativas promissoras sobre o processo de reformas da China, cabendo destacar o progresso do governo em relação às reformas fiscais voltadas a reestruturação das dívidas de governos locais, a maior flexibilização do sistema de hukou, e os planos para aumentar a participação privada em empresas estatais. Por sua vez, a transformação estrutural da economia avança, com os serviços e o consumo das famílias ocupando um papel de maior destaque. Caso bem sucedidas, as reformas poderão garantir à China um crescimento, no médio prazo, de 6% a 8%.

Além disso, o diretor da GK Dragonomics também deu especial destaque a questão da campanha anticorrupção, ao concluir que esta é parte fundamental dos esforços reformistas do governo, no sentido de que o novo modelo de desenvolvimento planejado pelo Partido Comunista busca, entre outros pontos, a eficiência do Estado.

Kroeber ainda sinalizou implicações deste fenômeno para o Brasil. Mesmo com uma demanda relativamente mais fraca, as exportações de matérias-primas brasileiras para a China terão cinco anos de margem antes que o mercado imobiliário do país asiático acentue sua desaceleração e diminua a demanda por aço e outros materiais. No que tange os produtos oriundos do agronegócio, a demanda chinesa continuará a crescer, ainda que reste avaliar que parcela desta crescente demanda será suprida por importações, e em que medida o Brasil poderá contribuir.

Finalmente, Kroeber salientou que nesta nova etapa, a China passará a ser mais ativa na sua política externa - no âmbito regional e mundial - sobretudo via projetos de infraestrutura, como a “nova rota da seda”. Assim sendo, a China tem potencial para se tornar um grande investidor global, com um papel similar ao dos Estados Unidos. A questão para o Brasil será como atrair estes crescentes fluxos de investimento estrangeiro chinês em projetos que garantam benefícios para o País.

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