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Xinhua

Rio de Janeiro, 3 ago (Xinhua) -- O Brasil precisa melhorar seu ambiente de negócios e ter uma estrutura mais aberta para atrair mais investidores chineses, concluíram especialistas nesta quinta-feira.

O "1º Seminário Brasil-China - Regulação e Desafios Legais para Empresas e Investimentos Chineses no Brasil" foi realizado no Rio, organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), um grupo de pesquisa e renomada faculdade que leva o nome de um proeminente presidente brasileiro.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil com um número cada vez maior de empresas chinesas que estabelecem filiais no país sul-americano.

Representantes de algumas empresas chinesas que operam no Brasil descreveram seus principais problemas no país e discutiram possíveis soluções com membros da comunidade empresarial, professores e diplomatas de ambos os países para ajudar a avançar os investimentos chineses no Brasil.

Wan Guangfeng, chefe da filial brasileira da gigante do petróleo China National Petroleum Corporation (CNPC), enfatizou a importância do setor de petróleo no Brasil, com as reservas de pré-sal e um grande potencial de crescimento.

No entanto, ele apontou que alguns regulamentos são obstáculos para o desenvolvimento dos investimentos, como a exigência de conteúdo local, que é generalizado no setor de petróleo e as agências de regulação mal organizadas.

Além disso, ele sugeriu que uma reforma tributária pode ser benéfica para o desenvolvimento do setor de petróleo em particular.

Jia Yao, diretora de Administração da China National Offshore Oil Corp (CNOOC), acrescentou que o país tem o potencial de ser excelente pelo seu território, recursos humanos e uma boa base jurídica.

Floriano Azevedo, professor de direito da FGV no Rio de Janeiro, disse que o ambiente de negócios experimentou muitos progressos nas últimas duas décadas, mas ainda falta muito para que se construa um ambiente mais eficiente e atraente para empresas e investidores estrangeiros.

Os impostos necessários e a burocracia para abrir um negócio são os principais problemas para uma empresa chinesa que procura investir no Brasil, disse Li Tie, chefe da filial brasileira da BYD.

Além disso, ele enfatizou que o Brasil não possui incentivos fiscais para empresas verdes, o que teria sido muito encorajador e positivo para empresas como BYD, que atua em energia elétrica e veículos elétricos.

O atual ambiente de negócios do Brasil é muito semelhante ao da China na década de 1990, observou o cônsul brasileiro no Rio de Janeiro, Li Yang. Embora o Brasil produza muitos bens industrializados, raramente consegue ser internacionalmente competitivo, o que é injusto para a produção local.

"Se o Brasil quer prosperar e se desenvolver, a estrutura do mercado precisa mudar," disse o cônsul Li, acrescentando que "o Brasil é um país importante, mas se não se atrever a subir no palco para a competição, nunca ganhará."

Por último, Carlos Ivan Simonsen Leal, presidente da Fundação Getúlio Vargas, importante universidade brasileira, enfatizou a importância de buscar parcerias mais profundas e destacou a necessidade de reconhecer as diferenças culturais entre o Brasil e a China.

Os brasileiros precisam entender a mentalidade de negócios dos chineses e vice-versa. Ao conhecer mais uns dos outros, concluiu, os dois países evitarão mal-entendidos e alcançarão um entendimento mais profundo em suas relações.

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