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Comex do Brasil

Ana Cristina Dib - Brasília – A balança comercial com a China deverá fechar o ano de 2017 com o maior superávit alcançado pelo Brasil com um de seus parceiros em qualquer ano da série histórica do comércio exterior brasileiro. A expectativa é de que o saldo supere a cifra de US$ 20 bilhões. Até o mês de novembro, o fluxo de comércio com os chineses gerou para o Brasil um superávit de US$ 19,033 bilhões. Ano passado, o saldo na troca com o gigante asiático atingiu a cifra de US$ 11,770 bilhões.

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), de janeiro a novembro, as exportações brasileiras para a China tiveram uma alta de 34,99%, o maior aumento registrado nas vendas aos principais parceiros comerciais do Brasil e totalizaram US$ 44,137 bilhões. Do outro lado, as importações tiveram um aumento de 17,97% para US$ 25,104 bilhões.

Nesse mesmo período, as exportações para os Estados Unidos, o segundo maior parceiro comercial do Brasil, cresceram 17,28% e as vendas para a Argentina (terceiro principal mercado para os produtos brasileiros no exterior) aumentaram 31,66%.

Mas ainda que mereçam ser comemorados pela expressividade, os números das exportações para a China também não deixam de gerar preocupação. Ela se deve à forte concentração das vendas em produtos primários, de menor valor agregado. Os produtos básicos responderam por 87% do total embarcado para a China, no montante de US$ 38,423 bilhões.

Apenas três produtos, a soja (US$ 19,52 bilhões e participação de 44% nas vendas totais), minérios de ferro (US$ 9,59 bilhões e 22% de participação) e petróleo (US$  6,68 bilhões, equivalentes a 15% do total exportado) responderam por 81% de todas as vendas brasileiras para a China nos onze primeiros meses do ano.

E enquanto as vendas de produtos básicos seguem em forte alta, o mesmo não aconteceu em relação aos produtos semimanufaturados e industrializados. Os primeiros tiveram uma contração de 4,4% para US$ 4,05 bilhões (participação de 9,18% nas exportações) e os bens manufaturados, com queda de 5,2% no período, geraram receita de apenas US$ 1,66 bilhão (participação de 3,76% nas exportações aos chineses).

Em relação aos Estados Unidos e particularmente no tocante à Argentina, a situação é bem diferente. Terceiro maior parceiro comercial do Brasil (nas duas frentes, exportação e importação), a Argentina adquiriu bens manufaturados brasileiros no total de US$ 14,27 bilhões, equivalentes a impressionantes 92,7% de todo o volume embarcado para o país vizinho. Por outro lado, os Estados Unidos, segundo principal  parceiro comercial do Brasil, importaram produtos brasileiros no total de US$ 24,5 bilhões, dos quais US$ 13,7 bilhões foram de produtos industrializados (56,0% do total embarcado).

Importadora voraz de matérias primas brasileiras, a China tem nos bens industrializados o carro-chefe das exportações para o Brasil. Nos onze primeiros meses do ano esses itens responderam por 97,3% das vendas totais chinesas, no montante de US$ 24,44 bilhões. Os produtos básicos geraram receita no montante de US$ 604 milhões (2,4% do total) e os bens semimanufaturados, com uma participação de 0,24% nas exportações, somaram US$ 61 milhões.

Exportação de commodities leva o Brasil a superávit recorde de US$ 20 bilhões com a China

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