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Principais notícias sobre China publicadas na imprensa brasileira e internacional.

O Globo

BRASÍLIA - O ministro interino do Planejamento, Esteves Colnago, se encontrou com um grupo de empresários chineses, nesta sexta-feira, para discutir novas possibilidades de concessão em obras de infraestrutura. A ideia é estabelecer, nos próximos meses, uma lista de projetos de interesse de ambos os países para submetê-los ao Fundo Brasil-China na próxima reunião, em agosto. Na ocasião, o conselho irá deliberar sobre quais projetos vai financiar. Segundo Colnago, podem entrar nessa lista as ferrovias Norte-Sul e Ferrogrão. A ferrovia Transcontinental ainda está sob estudo.

— Buscamos um pouco mais de aproximação entre os governos para que aquilo que a China vem fazendo se torne mais corriqueiro do que o que já vem acontecendo. Eles podem entrar nos diversos programas que o PPI está lançando, de rodovias, ferrovias, portos. A parceria está aberta, pode ser via financiamento quanto com compra de empresas e projetos quanto para a vinda de algum especialista para ajudar a conduzir projetos —explicou Colnago.

O embaixador chinês no Brasil, Li Jinzhang, destacou o interesse do país asiático em modelos de Parceria Público-Privada (PPP) e concessões de obras. Ele ponderou que a China também tem interesse em cooperação financeira e no investimento na modernização de parques industriais. Segundo ele, o Fundo Brasil-China vai servir como referência para a cooperação com toda a América Latina. Jinzhang enfatizou que o fundo deve seguir as regras internacionais e “promover novos modelos de cooperação de forma cautelosa, controlando riscos”.

O embaixador lembrou que, em 2016, o comércio bilateral entre os dois países alcançou US$ 58 bilhões e representa 18% do comércio exterior brasileiro. Segundo ele, o investimento da China no Brasil superou US$ 40 bilhões

CÂMBIO INSTÁVEL

Os chineses questionaram aos representantes do governo brasileiro, por exemplo, sobre maior clareza no marco regulatório do mercado de gás e de destinação de lixo. Houve ainda uma preocupação de alguns dos empresários em relação à instabilidade da moeda brasileira, o que gera insegurança em relação à rentabilidade dos projetos.

O secretário de assuntos internacionais do Ministério do Planejamento, Jorge Arbache, argumentou que, apesar de o país viver um momento de crise, ainda é um país seguro para investir em médio e longo prazo. Ele enfatizou que, com a recuperação da economia, a moeda voltará a ficar estável em relação ao dólar.

— Há uma percepção de que a economia brasileira é instável em termos de segurança, mas em longo prazo isso não é verdade. No longo prazo o Brasil segue sendo um país bom para se investir. Na medida em que o país está se engajando com a economia internacional, todo esse processo muito provavelmente terá como uma das consequências uma maior estabilidade do câmbio — disse o secretário.

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