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Valor Econômico

Ainda que caminhem para alcançar um novo volume recorde neste ano, as exportações brasileiras de soja continuam a ser negociadas por preços abaixo do previsto pelas grandes tradings, o que limitará o crescimento da receita dos embarques. Como a rentabilidade dessas vendas é fruto de uma equação que também inclui o câmbio, nos bastidores até a crise política que chacoalha o país passou a ser encarada como um fator menos negativo, pelo poder que tem, já demonstrado, de gerar desvalorizações do real em relação ao dólar.

Segundo levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) com base nos volumes que efetivamente partiram dos portos do país rumo aos clientes no exterior – sobretudo na China -, embarques do grão somaram 9,4 milhões de toneladas em maio, 8,6% menos que em abril mas total ainda vultoso. No primeiros cinco meses do ano, foram 37,1 milhões de ton eladas, 15% mais que em igual período de 2016 e volume 46% superior ao registrado de janeiro a maio de 2015 (ano em que as exportações atingiram seu maior volume até agora), a alta chega a 46%, de acordo com a entidade.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) na quinta-feira, baseados em cargas enviadas já com documentação completa e revisada e aptas a entrar nas estatísticas oficiais, confirmam que o ritmo das vendas é forte. Conforme a Secex, os embarques alcançaram 11 milhões de toneladas em maio, 5,8% mais que em abril. Para a Anec, o volume total alcançará de 61 milhões a 62 milhões de toneladas em 2017, intervalo no qual se enquadra a estimativa de 61,7 milhões confirmada na sexta-feira pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa grandes tradings que atuam no país, inclusive multinacionais.

No cenário traçado pela Abiove, esse volume recorde, 19,6% superior ao de 2016 e 13,6% maior que o de 2015, quando foi registrada a melhor marca até agora (54,3 milhões de toneladas), renderá US$ 23,4 bilhões, um aumento de 21,2% sobre o valor do ano passado. Mas essa conta leva em consideração um preço médio de US$ 380 por tonelada, ante a média de US$ 375 em 2016, e também em maio, segundo a Secex, a tonelada embarcada pelo país saiu por US$ 370,8, abaixo dos US$ 378,5 de abril.

No caso do farelo de soja, os resultados poderão surpreender positivamente. A Abiove estima que o volume das exportações do derivado alcançará o recorde de 15,5 milhões de toneladas em 2017, 7,6% mais que em 2016, e que o valor das vendas cairá 1,9%, para US$ 5,1 bilhões, em função de uma retração de 8,3% do preço médio, para US$ 330 a tonelada.

Ocorre que, segundo a Secex, essa média foi de US$ 348,7. Para o óleo de soja, a Abiove prevê embarques de 1,3 milhão de tonelada, 3,7% mais que no ano passado, com uma receita equivalente de US$ 975 milhões, 8,6% maior, por conta de um preço médio 4,7% mais elevado (US$ 750 a tonelada). Em maio, de acordo com a Secex, a média foi de US$ 730,6.

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