Café China com Marcos Troyjo: A dinâmica das relações comerciais Brasil-China para 2015

Local: In Press Rio
Data: 03/02/2015 - 09:00

O Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e a InPress China Desk organizaram, no dia 3 de fevereiro, na sede do Grupo InPress, o primeiro Café China do ano, cujo tema esteve concentrado na discussão da dinâmica das relações comerciais sino – brasileiras para 2015. O encontro contou com a participação de Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade de Columbia, e Larissa Wachholz, da Vallya Negócios e Investimentos. Na ocasião, Troyjo analisou alguns dos principais pontos da relação Brasil-China. Em primeiro lugar, o novo contexto internacional, caracterizado por um menor crescimento do país asiático, assim como uma tendência de queda no preço relativo das commodities. Neste ponto, de acordo com o palestrante, ainda que o crescimento da China tenda a ser menor nos próximos anos, este se dará sobre uma base mais elevada e, portanto, seu impacto na economia mundial continuará relevante. No que tange às commodities, ponto de particular interesse para o Brasil, a tendência de queda nos preços se deve mais a um excesso de oferta do que a uma queda da demanda. No entanto, considerando as projeções de crescimento da China e de outros emergentes como a Índia e Cingapura, é provável que os preços venham a se estabelecer em patamares relativamente elevados. Em segundo lugar, é preciso ter em conta o atual processo de extroversão da China no plano internacional, com um progressivo aumento da sua influência política, militar e financeira, com particular destaque para o seu crescente papel como investidor no exterior. Em relação a este último ponto, o Brasil poderá obter benefícios deste fenômeno, particularmente atraindo investimentos chineses na área de infraestrutura, elemento primordial para aprimorar a competitividade do País. Por fim, segundo Troyjo, não é de se esperar uma quebra estrutural no padrão das exportações brasileiras para a China, que deverão se manter concentradas em determinadas commodities, representando ainda um ingresso considerável de divisas para o país. Posteriormente, Larissa Wachholz avaliou a situação dos investimentos chineses no país. De acordo com a palestrante, há elementos promissores nesta área. Por um lado, a recente reabertura das exportações de carne bovina para a China provavelmente trará novos investimentos na área, ao mesmo tempo em que o setor de proteína animal em seu conjunto representa um potencial indiscutível. Simultaneamente, o processo de reformas na China abre janelas para o posicionamento de marcas brasileiras que atendam a crescente e cada vez mais qualificada demanda do país asiático. Trata-se de uma oportunidade para agregar valor aos produtos exportados e aumentar a presença das empresas brasileiras na China.

Fuso

Câmbio

Fale com as Embaixadas:

Informações Uteis