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Greve dos caminhoneiros revela situação “delicada” das exportações nacionais, afirma diretor da BRF

Data: 26/02/2015
EFE Agro Brasil / Agencia EFE

A BRF é uma das maiores exportadoras de alimentos e carne do mundo e desde o início da greve paralisou a sua produção de aves em duas de suas fábricas do Paraná

 

O protesto contra o aumento do preço dos combustíveis e baixos valores dos fretes, iniciado por caminhoneiros na última sexta-feira e que afeta nove estados brasileiros também repercute nas exportações para a China, de acordo com Marcos Jank, diretor global da BRF.

“Uma greve como essa nos afeta diretamente”, afirmou o executivo hoje durante o lançamento da pesquisa “Oportunidades de Comércio e Investimento na China para Setores Selecionados”, em São Paulo.

A BRF é uma das maiores exportadoras de alimentos e carne do mundo e desde o início da greve paralisou a sua produção de aves em duas de suas fábricas do Paraná, estado fronteiriço com a Argentina e Paraguai, devido à falta de matéria-prima gerada pela paralisação da categoria.

Entre os estados mais afetados estão os das regiões sul e centro-oeste do país, principalmente Santa Catarina, com 17 bloqueios; Rio Grande do Sul (15) e Paraná (14), além de São Paulo e Minas Gerais.

Para Jank, existe um “agravante” neste cenário, que é a construção de uma logística nacional baseada quase que exclusivamente no transporte rodoviário:”O Brasil decidiu seguir por muito tempo incentivando esta forma de frete com reduções de impostos em veículos e com o controle do preço do diesel”.

O diretor disse acreditar nao haver sentido em manter este transporte a longo prazo e que para o “modelo de exportação” brasileiro o peso do frete é “alto”, por exemplo, quando aplicado a soja, uma commoditie com baixo valor agregado.

“Esse modelo de transportar desde o centro do país, até os portos para aí atravessar o mar e alimentar o gado chinês nao é lógico”, disse Jank que defendeu a venda da carne e derivados do país ao invés de farelo de soja.

Nesta quinta-feira, o governo brasileiro determinou que a Polícia aplique as multas estabelecidas na quarta-feira pela Justiça e que têm o propósito de liberar  algumas das estradas do país ainda bloqueadas por caminhoneiros – apesar de um acordo entre as transportadoras e as autoridades.

De acordo com o ministro da Justiça Eduardo Cardozo, ainda há “focos isolados” de bloqueios, com “uma maior concentração no sul do país”, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, que fazem fronteira com a Argentina, Paraguai e Uruguai.

“São situações de clara falta de respeito à lei e aos órgãos judiciais e por isso tomamos medidas no Ministério da Justiça”, como a mobilização das policiais Federal e de Estradas, destacou Cardozo.

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